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Greve deixa mais de um milhão sem ônibus na Grande Belém

Liminar que exigia 80% da frota nas ruas não está sendo cumprida pelos rodoviários

Municí­pios // Belem
Publicada em 07/05/2015 às 09:05:12

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Cerca de 1,2 milhão de pessoas continuam sem ônibus, desde à zero hora de ontem (6), nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba por causa da greve dos rodoviários. A Superintendência de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) calcula que circulam todos os dias pela região metropolitana 1.853 ônibus. Liminar concedida pela juíza Maria Edilene de Oliveira Franco, da Justiça do Trabalho, determinando a manutenção de 80% da frota em circulação, não foi obedecida pelo movimento.

 

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Pará (Sttrepa), Altair Brandão, declarou que 100% dos ônibus parariam porque a magistrada e as empresas não forneceram listagem com o quantitativo de ônibus e rodoviários por linha e empresa. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram) informou que não foi notificado da liminar.

 

Na manhã de hoje (7), os usuários continuam com problemas para tomar os coletivos e as paradas continuam lotadas. Muitos passageiros estão dependendo do transporte coletivo para chegar ao trabalho. O trânsito de veículos também é intenso ao longo da rodovia BR-316.

 

 

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel) ainda está fazendo o levantamento da quantidade de veículos que saíram às ruas hoje, mas estima que não tenha chegado aos 80% determinados pela liminar judicial. Em caso de descumprimento, o sindicato dos trabalhadores está sujeito ao pagamento de multa no valor de R$100.000,00 (cem mil reais) por dia em caso de descumprimento.

 

 

Ainda segundo a Setransbel, dois veículos tiveram vidros quebrados no primeiro dia da greve dos rodoviários, sendo um deles na saída da garagem e o outro ao longo do trajeto da viagem. O Setransbel também informou que nesta quinta-feira (7), deve reunir com a Justiça para discutir uma solução para o impasse,  mas a presença do sindicato dos trabalhadores nessa reunião não está confirmada.

 

 

Os rodoviários exigem 13% de reajuste; aumento do tíquete alimentação, de R$ 425 para R$ 500; adicionais de periculosidade e insalubridade e manutenção das clínicas da categoria, que não tem plano de saúde. O Setransbel propôs o reajuste da inflação, estimada para o período em 8,5%. No ano passado, o reajuste foi de 7% e o tíquete aumentou em R$ 40.

 

 

Fonte: ORM

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