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Feirantes do Ver-o-Peso reclamam do abandono de projeto por Zenaldo

Patrimônio

Notícias // Pará
Publicada em 26/10/2018 às 12:37:37

 Cadê o dinheiro para a revitalização do Ver-o-Peso?”. Esse é o questionamento que os feirantes fazem quando se lembram do projeto que a Prefeitura de Belém (PMB) prometeu concretizar há 2 anos, mas que até o momento não cumpriu. Foram inúmeras reuniões entre os feirantes, a Prefeitura e Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para discutir melhorias no projeto apresentado pela gestão municipal que havia sido reprovado pelos trabalhadores.

 

No entanto, mesmo com as 24 alterações sugeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) e enviadas à PMB, quem trabalha na feira que é cartão-postal de Belém, reclama das condições no espaço. “Há 3 meses, o prefeito Zenaldo Coutinho recebeu no Palácio Antônio Lemos, uma comissão de feirantes”, conta Manuel Rendeiro, presidente da Associação dos Feirantes, também diretor da Comissão de Trabalhadores do Complexo do Ver-o-Peso.

 

“Na ocasião, o prefeito informou que o projeto já havia sido enviado para o Iphan com todas as alterações. De lá, fomos ao Instituto e o superintendente nos garantiu que a prefeitura ainda não havia se manifestado nesse sentido”, conta.

 

Em fevereiro de 2016, o MPF recebeu abaixo-assinado promovido por representantes de feirantes, do Instituto de Arquitetura do Brasil (IAB), da Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém (Aapbel) e por vereadores de Belém contra a falta de transparência e de diálogo público sobre projeto da prefeitura da capital paraense para revitalização da feira do Ver-o-Peso. Diante disso, o MPF abriu procedimento de investigação e, em parceria com o Iphan, promoveu consulta e audiência pública para receber sugestões sobre o projeto de reforma.

 

A partir daí, o Iphan encaminhou à prefeitura recomendações para a regularização do projeto (segue abaixo resumo dessas recomendações). O MPF segue com investigação aberta para garantir que as recomendações do Iphan sejam atendidas.

 

Enquanto nenhuma melhoria é feita, os trabalhadores se encarregam de manter a limpeza dos próprios boxes. A pintura e limpeza no box de lanche de Emerson Monteiro, de 33 anos, foram por conta dele. “Se a gente não fizer a manutenção dos nossos espaços, ninguém faz. E a questão é: ‘onde está o dinheiro da revitalização que foi prometida? ’. Foram várias reuniões, mas ninguém falou mais nada”, diz.

 

Edição: André Santos

Fonte: Dol

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