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Operação Hades II prende 22 por homicídios e tráfico de drogas

Objetivo da operação foi cumprir mandados de prisão decretados pela Justiça contra autores de crimes contra a vida

Notícias // Policia
Publicada em 17/10/2018 às 09:56:39

 A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (16), a operação Hades II, para dar cumprimento a mandados de prisão de criminosos envolvidos, em especial, em homicídios, no interior do Estado do Pará. Ao todo, 22 pessoas foram presas durante a operação realizada em todos os municípios paraenses vinculados às 13 regiões integradas de segurança pública (RISPs).


 

Dos presos, 17 são autores de homicídios e outros cinco são acusados de outros crimes, como roubos e tráfico de drogas. Coordenada pela Diretoria de Polícia do Interior (DPI) da Polícia Civil, a operação contou com apoio da Polícia Militar nas cidades de Abaetetuba e Marabá. Durante a operação, em Abaetetuba, um homem envolvido em homicídio foi baleado e morreu em intervenção policial após reagir à ordem de prisão.
 

 

De acordo com o titular da DPI, delegado Silvio Maués, o objetivo da operação foi cumprir mandados de prisão decretados pela Justiça do Estado contra autores de crimes contra a vida, cujos criminosos ainda estavam na condição de foragidos. Assim, foi articulada a operação para fazer com que as equipes policiais reunissem o maior número de mandados de prisão preventiva e fossem às ruas dar cumprimento às ordens judiciais. 


 

A operação mobilizou policiais civis que trabalham em cidades vinculadas às Superintendências Regionais da Polícia Civil em Abaetetuba, Castanhal, Capanema, Paragominas, Soure, Breves, Redenção, Marabá, Tucuruí, Altamira, São Félix do Xingu, Itaituba e de Santarém. O maior número de prisões foi realizado em Abaetetuba, onde foram presos seis envolvidos em homicídios com o apoio da Polícia Militar. 
 

 

Três deles (José Ricardo Abreu Soares Júnior, de apelido Bin Laden; João da Silva Mendes, de apelido Hot Dog, e Renan Pureza Cardoso, conhecido por Renanzinho, estão envolvidos no latrocínio do professor Denilson, crime ocorrido em fevereiro deste ano, no município. Na época, três adultos e dois adolescentes invadiram a casa da vítima, amarram-na, torturaram e mataram-lhe a golpes de faca para depois roubar objetos de valor. Outro preso é José Ivanildo Pinheiro Dias, autor do homicídio ocorrido em junho deste ano, após briga num bar. Ele golpeou fatalmente o pescoço de seu vizinho com um gargalo de garrafa. Foi preso também Rogério Portilho Baruá, o Rogerinho Rex, autor da morte de um segurança, em dezembro do ano passado.

 

 

Na ocasião, a vítima estava na frente de sua resistência, saindo para o trabalho, quando foi executada a tiros. O outro preso é Diogo Castro dos Santos, acusado de ser um dos autores da tentativa de homicídio ocorrida em 30 de setembro deste ano, quando, com um parceiro, efetuou disparos contra um segurança, que estava trabalhando no estabelecimento denominado “Casarão” em Abaetetuba.

 

 

Ainda em Abaetetuba, por volta de 11 horas, policiais civis e militares, que foram até a residência de Bruno Pantoja, de apelido “Chibé”, para dar cumprimento de mandado de prisão preventiva contra ele, trocaram tiros com o foragido que acabou baleado e morreu durante a intervenção policial no bairro da Francilândia. “Chibe” é um dos autores da tentativa de homicídio contra um segurança, crime praticado em coautoria com Diogo Castro dos Santos, que foi preso na operação.

 

 

Edição: André Santos

Fonte: ORM

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