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31a. Olimpíada - Rio 2016 - Com 19 medalhas, Brasil tem melhor desempenho da história.

Com o maior investimento já realizado num ciclo olímpico, atletas quebram os recordes de pódios e de ouros.

Esportes // Olimpiadas
Publicada em 21/08/2016 às 19:17:50

 

 

Com encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro chegou também ao fim o ciclo da 31º Olimpíada. Anfitrião, o Brasil realizou seu maior investimento esportivo da história e alcançou sua melhor participação olímpica - quantitativa e qualitativamente -, mas ficou abaixo da meta previamente estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

 

O COB almejava a conquista de 22 medalhas nos Jogos do Rio de Janeiro e, consequentemente, que a delegação brasileira terminasse no top 10 no número total de pódios - sem levar em conta a cor da medalha. Bateu na trave. O Brasil conquistou 19 medalhas e terminou em 13º no quadro geral de medalhas, que prioriza o número de ouros. Se for levada em consideração a quantidade de pódios (como previa a meta do COB), o país subiria uma colocação, superando a Hungria.

 

Ao todo, foram sete ouros, seis pratas e seis bronzes: é a melhor participação brasileira em Jogos Olímpicos. Os Jogos mais dourados até aqui haviam sido os de Atenas, em 2004, quando Brasil voltou com cinco ouros. E o maior número de pódios era o de Londres, com 17 medalhas. Ambos foram superados no Rio de Janeiro.

Em seu balanço do desempenho brasileiro, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, considerou bem-sucedida a participação nos Jogos do Rio de Janeiro. Em vez de focar na meta do top 10, Picciani preferiu enaltecer outro recorde alcançado pelos atletas brasileiros: o número de finais. O Brasil participou de 50 decisões por medalhas em 2016; em Londres foram apenas 36.

 

Isaquias Queiroz, o nome brasileiro dos Jogos

Mas, se houve decepções, também houve surpresas - as chamadas "medalhas inesperadas". São o caso do bronze de Maicon Siqueira, que entrou na competição do taekwondo como 51º do ranking mundial; do ouro de Robson Conceição, boxeador que nunca havia passado do primeiro combate em Jogos Olímpicos; ou até do ouro de Thiago Braz, no salto com vara, que evitou que o atletismo passasse novamente em branco.

Houve também muitas conquistas inéditas, como a primeira medalha feminina na natação, com a paulistana Poliana Okimoto, bronze na maratona aquática, ou o inédito ouro na vela feminina, com Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX, ou até com as medalhas de Diego Hypólito e Arthur Nory na ginástica, que deram ao Brasil o primeiro pódio com dois atletas numa mesma prova individual.

O grande nome do Brasil dos Jogos do Rio de Janeiro, definitivamente, foi Isaquias Queiroz. Com duas pratas e um bronze, o canoísta se tornou o primeiro brasileiro com três medalhas numa mesma edição dos Jogos Olímpicos. Detalhe: ele tem apenas 22 anos. A façanha rendeu a ele a honra de carregar a bandeira do país na cerimônia de encerramento da Rio 2016.

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