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Olimpíada 2016 - É possível vencer a China nos saltos ornamentais? Atletas e técnicos têm dicas

Hegemônicos, os chineses são favoritos em todas as provas, mas o evento-teste no Maria Lenk mostra que é possível batê-los

Esportes // Olimpiadas
Publicada em 22/02/2016 às 16:35:10

 

 

 

 

 

 

 

 

“Consegui vencer os chineses ontem e hoje, isso já foi um ótimo resultado. Se eu vencê-los amanhã de novo, será incrível”O alemão Patrick Hausding sabe que, quando se trata de saltos ornamentais, superar a China é uma missão das mais complicadas. Mas não é impossível: o saltador, que levou o ouro na plataforma sincronizada de 3m noprimeiro dia de competições da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, deixou mais uma vez em segundo lugar a dupla do país hegemônico da modalidade neste sábado (20), desta vez nas preliminares da plataforma sincronizada de 10m.

O Rio2016.com aproveitou que a elite mundial do esporte está na instalação Olímpica e consultou os mais entendidos do assunto para tentar desvendar: como faz para ganhar da China?

1 – Estar em um bom dia

“Eles erraram coisas que não costumam errar. Podem esperar muito mais deles na final”, adiantou Hausding.

Quando se trata de uma hegemonia como a dos chineses nos saltos ornamentais, não tem jeito: tudo precisa estar ao seu favor para desbancá-los. Apesar de ter vencido os chineses, Patrick sabe que, na final, não basta dar o seu melhor – ainda precisa torcer que os atletas da China não tirem coelhos da cartola, como costumam fazer.

2 – Trabalhar o lado psicológico

A jovem Nur Dhabitah Sabri, de 16 anos, ficou em quinto na plataforma sincronizada de 10m. A atleta é da Malásia, país vizinho à China, com técnicas de saltos similares às do país hegemônico. O estilo parecido, no entanto, não é suficiente para derrotá-los: “Precisamos trabalhar a autoestima e acreditar que é possível vencê-los”, diz a malaia.

3 – Confiar em sua própria técnica

O americano David Boudia, campeão Olímpico da plataforma de 10m em Londres 2012 – quando deixou com a prata o chinês Qiu Bo –, já trilhou o caminho para destronar a hegemonia da China, e garante: “Você tem que focar no seu salto. Se ficar pensando no que os outros sáo capazes de fazer, você se atrapalha”.

4 – Aprender com os melhores, mas sem copiar

Humildade: reconhecer o mérito do adversário é uma característica de um campeão. Assim pensa Michael Hetherington, chefe de equipe da Austrália, que tenta agregar ao trabalho de sua equipe as inovações que os chineses ensinam ao mundo – mas sem copiar. É preciso manter a essência do estilo de de cada país: “Nós precisamos incorporar o que eles fazem de melhor ao nosso próprio estilo de salto”.

5 – E, claro: treinar à exaustão

O segredo chinês para o sucesso é muito treino, muito mesmo. A chinesa Liu Huixia tem apenas 18 anos – 11 deles foram dedicados aos saltos ornamentais, com treinos diários de sete a oito horas por dia. Ou seja: não é a toa que, mesmo tão jovem, ela é bicampeã mundial na plataforma sincronizada de 10m. O caminho até o topo é árduo, mas se manter no auge é ainda mais complicado: “Estar no topo é mais uma motivação para conquistarmos bons resultados”.

 

Extra: Harmonia total com seu parceiro

 

No caso das provas em dupla, a sincronia é um elemento fundamental. Para chegar perto da perfeição dos movimentos espelhados pelo colega, o dueto precisa estar em total sintonia, dentro e fora das piscina.

“Ela me ajuda muito, é como uma irmã para mim”, diz Liu Huixia sobre Chen Roulin, sua parceira em duas medalhas de ouro em Mundiais.

Adivinhe quem ganhou...

Isso mesmo, a China. O único pódio deste sábado, o da plataforma de 3m sincronizada feminina, foi idêntico ao do Mundial de 2015: a dupla formada por Wu Minxia e Shi Tingmao levou o ouro; a prata ficou com as canadenses Jennifer Abel e Pamela Ware, e o bronze com Samantha Mills e Esther Qin, da Austrália. Além das três duplas, os países de quarto a sétimo lugares (Itália, Malásia, Grã-Bretanha e Alemanha) conquistaram vaga para os Jogos Rio 2016 e, ao lado do Brasil (país-sede), são os oito classificados.

E o Brasil, foi bem?

Apesar do sucesso da dupla feminina formada por Tammy Takagi e Juliana Veloso, que chegou à final, os outros representantes brasileiros não tiveram boa participação neste sábado. Tanto Ingrid Oliveira como Giovanna Pedroso acabaram fora da semifinal da plataforma individual de 10m e não conseguiram alcançar o objetivo da classificação Olímpica para o país - ambas estavam na zona de classifição até o último salto, quando não foram bem. Na plataforma sincronizada de 10m masculina, a dupla Hugo Parisi e Jackson Rondinelli, que deve ser a representante do Brasil nos Jogos Olímpicos, também foi eliminada na primeira fase.

Verdade que teve celebridade na piscina?

Teve, sim: Tom Daley. O astro britânico, que já tem vaga Olímpica garantida para a prova individual dos 10m, está no Rio com o objetivo de classificar a Grã-Bretanha para a prova plataforma sincronizada, ao lado de Daniel Goodfellow. Neste sábado, a dupla deu o primeiro passo para cumprir a meta: com a quinta posição, avançou para as finais da prova, que acontecem neste domingo (21).

Quer saber se eles vão alcancar o objetivo? É só garantir suas entradas no aquecerio.com ou nas bilheterias do Centro Aquático Maria Lenk, durante o evento. Também dá para acompanhar as finais ao vivo pela Fina TV.

 

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