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Receita para conter a violência: oração! Diz Zenaldo

Faltando pouco mais de 1 ano para o prefeito encerrar seu mandato, os belenenses estão refém do medo e do pânico.

Municí­pios // Belem
Publicada em 06/06/2015 às 08:58:51

A segurança pública sempre foi vista como uma responsabilidade do Governo do Estado, com base nas Polícias Civil e Militar, mas o controle dela também é dever do gestor municipal.

 

 

Com o avanço da criminalidade em Belém, muito se questionou sobre o papel da prefeitura na tentativa de conter a onda de violência, que tem assolado a capital paraense, principalmente nas últimas semanas, com diversos homicídios e assaltos com refém.

 

 

Na última eleição para prefeito, Zenaldo Coutinho fez uma campanha com o uso maciço de propagandas publicitárias que prometiam um governo baseado nos três S: Saúde, Saneamento e Segurança, porém, faltando pouco mais de 1 ano para o prefeito encerrar seu mandato, os belenenses estão refém do medo e do pânico.

 

 

Esta semana, um dos temas discutidos na Câmara Municipal de Belém, foi o aumento do índice de violência, e por vez, a competência das gestões do Estado e do Município, que integram uma parceria partidária política em suas atuações.

 

 

Os vereadores explicam que a prefeitura pode desenvolver ações que tenham resultado direto na área de segurança pública, sem necessariamente estar ligada a medidas policiais. Entre elas permanece a iluminação pública de Belém, que deve ter melhorias para ajudar a reduzir os índices de assalto e homicídios, principalmente nas regiões periféricas.

 

 

“A questão que eu acho mais grave, é a ausência do município com a juventude. Nós não temos nenhum programa para que eles possam se envolver e disputar com o tráfico de drogas. Essa juventude está sendo recrutada pelos traficantes. A prefeitura largou de mão e não tem essa preocupação. Você vê as crianças de 10 anos trabalhando para o tráfico. Por outro lado também, nós temos um déficit de creches. Há 12 anos não se fez nenhuma nova creche. Uma criança que começa na creche não vai estar na rua. As crianças nestes locais vão ter noção da convivência da paz. Mas a criança de cinco anos que vai pra rua começa a ter convivência com o mundo do crime, da droga”, destacou a vereadora Sandra Batista (PC do B).

 

 

De acordo com ela, a tarefa constitucional da guarda municipal não é de cumprir o papel de polícia. “Poder de polícia é a Militar e quando o crime já ocorreu é a Civil. Já a guarda é para proteger o patrimônio e as pessoas no ponto de vista no lugar em que eles estão. Mas, de fato, a presença deles coíbe a ação dos criminosos”, ressaltou.

 

 

Segundo o vereador Luiz Pereira (PR), a guarda municipal tem um grupo tático, que por suas funções anda armado, porém, em Belém, essas equipes têm um efetivo muito baixo, em relação aos outros Estados. Pereira ainda acredita que o problema da segurança pública é a omissão dos poderes.

 

 

“Enxergando Belém, percebemos que faltam vias trafegáveis também para inibir a ação de criminosos, para dar condições as viaturas de tráfego. Mas verificando essa questão, falta interesse do Governo do Estado. Para pedir ao Governo Federal a intervenção das forças nacionais, como em outros Estados. Pois a ONU diz que devemos ter 30 mil policiais e temos 10 mil. E se não houver esse reconhecimento, Belém vai continuar sendo essa cidade sem lei. O prefeito, como é do mesmo grupo político que Simão Jatene, pode estar pedindo a ele que faça essa intervenção e olhe por Belém”, observou Pereira.

 

 

ZENALDO E JATENE: PÁLIDA PARCERIA

A vereadora Marinor Brito (PSol) ressalta as competências municipais, coibindo a violência. “Quando eu falo de políticas públicas, eu ressalto as duas situações mais graves a meu ver: falta de políticas na área da saúde e segurança pública. Pois só precisa de segurança pública, porque há violência. E se existe, é devido a uma parcela da população de Belém padecer por políticas sociais. Falta educação, cultura, lazer, oportunidade de emprego e renda, e isso tudo, aliado a saneamento, iluminação pública, à gestão democrática, que possibilite as pessoas participarem desses projetos, e a prefeitura têm responsabilidades sobre essas políticas”.

 

 

Outra situação colocada por ela é a política compartilhada. “O que nos estranha em Belém é o discurso contraditório do prefeito e governador do Estado, que fazem proselitismo políticos nas campanhas eleitorais, anunciando que as parcerias do PSDB nas gestões dos municípios e do Estado como todo, seriam suficientes para melhorar a vida das pessoas, no entanto, eles não cumprem o dever de casa, o dever básico. O prefeito prefere iluminar a Doca, do que o Tapanã o Bengui”, criticou.

 

 

Fonte: DOL

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