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Pode arnaldo? - Ministro Marco Aurélio do STF manda soltar líder do PCC

Moacir Levi Correia, o “Bi da Baixada”, considerado o chefe do PCC em Santa Catarina.

Notícias // Brasil
Publicada em 24/10/2019 às 09:00:25

 

 

O primeiro a votar contra a prisão em segunda instância, hoje no Supremo, Marco Aurélio Mello mandou soltar, no último dia 9, Moacir Levi Correia, o “Bi da Baixada”, considerado o chefe do PCC em Santa Catarina. Preso em 2014 e condenado a 29 anos de prisão, ele deixou a penitenciária federal de Porto Velho no último dia 18, informa o UOL. No local, ficou na mesma cela de Marcola, considerado maior liderança da facção.

 

Ao conceder o habeas corpus, o ministro considerou que a prisão preventiva ainda não foi analisada pelo STJ, passados mais de cinco anos. “Surge o excesso de prazo”, escreveu.

 

Júri popular em Itapema, no litoral catarinense, condenou Bi por duas tentativas de homicídio e pelos delitos conexos de desobediência e de integrar organização criminosa, portar ilegalmente arma de fogo de uso restrito e adulterar sinal identificador de veículo.

 

De volta às ruas, Bi logo deixou a região amazônica, onde fica a Penitenciária Federal de Porto Velho. Sábado de madrugada, embarcou em voo comercial na capital de Rondônia com destino ao Aeroporto de Confins (MG), a 40 quilômetros de Belo Horizonte. Deste ponto, fez conexão em outro voo, que o deixou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Bi é de Santos, mas não se sabe o destino que tomou após o desembarque no interior paulista.

 

Ele já ficou mais de cinco anos preso na Penitenciária II de Presidente Venceslau (SP), junto de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe máximo do PCC, atualmente, recolhido na Penitenciária Federal de Brasília. Na P-II de Presidente Venceslau, Bi e Marcola ocuparam a mesma ala. Antes de ser transferido neste ano à penitenciária de Brasília, o líder máximo do PCC teve rápida passagem pelo presídio federal de Porto Velho.

 

Bi se encontrava no Complexo Prisional da Canhanduba, em Itajaí (SC). Devido à guerra entre as facções PCC e Primeiro Grupo Catarinense (PGC) pelo controle do crime organizado naquele estado, o santista foi removido a Porto Velho em fevereiro de 2017.

 

 

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