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Indígenas do Pará prometem defender floresta até a morte.

Ameaçados por madeireiros. Com medo de um ataque noturno, a indígena Rita de Cassia Tembé dorme com lanças pontiagudas.

Notícias // Pará
Publicada em 26/09/2019 às 04:58:35

 

TERRA INDÍGENA ALTO RIO GUAMÁ, Pará (Reuters) – Com medo de um ataque noturno, a indígena Rita de Cassia Tembé dorme com lanças pontiagudas debaixo de sua rede para se proteger de uma possível invasão na Terra Indígena Alto Rio Guamá, que tem sido visada por madeireiros que atuam de forma ilegal no nordeste do Pará.

“Os madeireiros estão dentro da nossa área, eles ficam invadindo e nós ficamos muito preocupados”, disse a indígena, de 26 anos, em entrevista à Reuters.

“De noite a gente não dorme direito, fica pensando nos madeireiros chegando aqui e matando a nossa gente dormindo. Por isso que a gente dorme com as armas debaixo da rede, não está bom para a gente não.”

A tribo Tembé, que ocupa uma das terras indígenas mais antigas do país, enfrenta constantes invasões, principalmente de quadrilhas de madeireiros ilegais, de acordo com o Ministério Público Federal no Estado do Pará, que no início do mês solicitou uma operação urgente da PF e do Exército na região.

No mês passado, quando o Pará foi um dos Estados da região amazônica a registrar alta expressiva no número de focos de incêndios florestais em relação a 2018, indígenas da tribo decidiram expulsar invasores por conta própria, o que aumentou o clima de tensão na região.

“A quentura já está ficando muito quente e nós não gostamos disso”, afirmou o líder indígena Jacinto Tembé, um dos vigilantes armados da tribo.

 

 

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